Martha Martyres

Radialista, diretora da rádio Penedo FM, âncora do jornalismo no Programa Lance Livre


 
  • Folclore no Rádio - A Desova e o Palpite Infeliz

     

    Palpite Infeliz

    A história do rádio penedense é farta em acontecimentos hilários. O rádio é assim: vibrante, autêntico, preciso e na maioria das vezes, irretocável.

    Na década de 60, no auge da Emissora Rio São Francisco, Ubiratan Guimarães operava as carrapetas da ZYH 246, e a rádio transmitia, diretamente do Palácio Episcopal o pronunciamento diário do então bispo de Penedo, Don José Terceiro de Souza.

    A fala do chefe espiritual da Diocese ia ao ar todos os dias, logo após a apresentação da Hora do Brasil e era acompanhada atentamente por toda a comunidade católica que ouvia, através das ondas médias, a palavra e as bênçãos de seu Pastor.

    Ao final de cada pronunciamento, feito em clima de veneração espiritual, os ouvintes, contritos, recebiam a benção em latim:

    - Et benedictio Dei omnipotentis, Patris et Filii et Spiritus Sancti descendat super vos et maneat semper.

    (Tradução: E que a bênção de Deus Todo Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo desça sobre vós e permaneça para sempre. Amém).

    Dos estúdios da São Francisco, a Voz da Unidade Nacional, sai então do vozeirão de Nelson Gonçalves, os versos da música de Noel Rosa:

    “Quem é você, que não sabe o que diz.
    Meu Deus do céu, que palpite infeliz”

     

    A Desova

    O telefonema de um ouvinte ao Departamento de Jornalismo da rádio Penedo FM informou sobre a localização de um corpo na zona rural do município e imediatamente deslocamos a nossa unidade móvel com PC (Paulo César) e Rafael Medeiros para o local onde o corpo teria sido “desovado”.

    Plantão de notícia, entrevista com o pessoal da Polícia Militar e da Polícia Civil, fotos, etc...etc...etc...

    Mais tarde, recebemos a visita de uma amiga que contou sobre a interpretação de dois ouvintes.

    No balcão de um supermercado de Penedo, dois funcionários conversam:

    - Amigo, você ouviu a rádio? Encontraram um corpo.

    - É verdade – disse o interlocutor – o corpo foi desovado.

    - Que maldade, bicho, será que arrancaram os ovos do cara quando ele estava vivo ou quando estava morto?

     

    postado em 08/09/2011 17:55

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  • O folclore no Rádio - Eita tiro da porra!!!!

     

    aquiacontece.com.br

    O brilhante intelectual penedense Carlos Hora, grande artista plástico e querido professor de inglês de várias gerações assumia o cargo de Secretário Municipal de Cultura quando surgiu a idéia de inovar nas comemorações do aniversário de Penedo com a utilização do famoso canhão da praça da Prefeitura.

    Durante os preparativos do evento, com a imagem do cano do inofensivo artefato bélico apontando para o caudaloso rio São Francisco, a visão de um tiro deflagrado no momento mais solene da festa que homenageava inúmeras personalidades, pareceu algo espetacular.

    Chamou-se então um especialista em fogos de artifício, encomendou-se o tiro do canhão e no dia certo, na hora exata, com toda a pompa, lá estavam as autoridades.

    Praça enfeitada, banda de música, políticos, homenageados, o clero a imprensa e a comunidade, todos devidamente engalanados, participavam das comemorações e esperavam o anunciado momento especial da festividade. A rádio Penedo FM transmitia ao vivo com o repórter Lula Costa.

    No instante combinado, no ápice da abertura das comemorações, o foqueteiro foi chamado para acender o estopim.

    Isqueiro na mão, o “especialista” hesita. Acende o cordão e, semblante carregado, dá dois passos para trás e depois sai em desabalada carreira praça afora.

    Atônitos, os espectadores não têm tempo de perceber o que está acontecendo até que ouvem o barulho ensurdecedor do tiro do canhão e logo após o tinir dos cristais da casa da professora Consuelo Cruz, esfacelando-se.

    Foi uma correria. O povo entrava na igreja, na Câmara, nas casas, enveredava pela praça Padre Veríssimo e pela rua Don Jonas Batinga. Na porta da Catedral Diocesana, pasmo, Lula Costa permaneceu com os microfones do carro de som e da emissora na mão olhando, absorto, a bola de fogo e fumaça que descia ladeira abaixo pela rua Dâmaso do Monte.

    Depois, um silêncio sepulcral se abateu sobre o pelourinho penedense.

    Foi então que o padre tocou no braço do Lula Costa:

    - Lula, diga alguma coisa.

    E a voz de Lula Costa, aflito, vendo o canhão saltar da base, ao vivo, pela rádio Penedo FM ecoa nas paredes seculares do Penedo:

    - Eita tiro da porra!!!!!!!!!!!
     

    postado em 02/09/2011 14:39

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  • Curtas, Médias e Moduladas - Não é Téo!

     

    Expectativa frustrada. Não é Téo!

    Anunciada no programa Lance Livre no início da semana pelo jornalista Bartolomeu Dresh, a agenda do governador Teotônio Vilela Filho marcava para esta sexta-feira (26), em Penedo, a inauguração de um acesso à cidade e a entrega de casas do programa Minha Casa Minha Vida.

    Segundo o prefeito Israel Saldanha, desde que a entrega das casas foi suspensa por decisão judicial, ainda na realização do sorteio, que a Prefeitura informou ao Gabinete Civil sobre a situação e a necessidade de cancelamento da agenda.

    Resumindo: nesta sexta-feira, o governador não vem a Penedo, o “acesso construído” não será inaugurado e a entrega das casas está SUB JUDICE. Depende, portanto, de uma decisão do Poder Judiciário, a continuação do sorteio das unidades e sua conseqüente entrega.

    Ufal Penedo

    Acompanhei todo o processo de implantação do Pólo Penedo da Universidade Federal de Alagoas e fui mestre de cerimônia da solenidade de oficialização do mesmo. Era a concretização de um sonho e como Don Constantino me orientava para sempre dar boas notícias, acho que essa foi uma das melhores manchetes que obtivemos nos últimos vinte anos.

    No entanto, os primeiros formandos dos cursos de Turismo, no ano passado e Engenharia de Pesca, cuja solenidade ocorreu na noite desta quarta-feira (25), não tiveram suas vitórias devidamente registradas na imprensa penedense, o que seria motivo de alegria e orgulho para todos nós.

    Faltou sensibilidade da direção do Pólo no sentido de promover a divulgação do evento.

    A imprensa de Penedo é como toda a imprensa do mundo: relata os fatos, mas não os promove ou adivinha.
     

    Exames de DNA

    A Defensoria Pública de Penedo vai promover na próxima terça-feira, dia 30 de agosto, um mutirão para a realização de exames de DNA. O teste, para averiguação de paternidade, é feito de forma gratuita e o maior objetivo é a promoção da garantia dos direitos das crianças.

    Aliás, a paternidade e a maternidade responsáveis são deveres que todo homem e toda mulher deveriam ter a decência de cumprir. Infelizmente, nos casos de negação, somente um processo judicial pode dar a uma criança o inalienável direito de ser reconhecido como filho ou filha.

    Quem desejar obter o referido exame deve procurar a Defensoria Pública que está funcionando no Escritório Jurídico da Faculdade Raimundo Marinho, no dia do mutirão, levando consigo documentos pessoais e da criança, além de comprovante de residência em Penedo. O mutirão só é válido para os residentes da área de competência da Defensoria.

    Pena que um teste de DNA não mostre quem tem caráter. Negar a paternidade é uma atitude covarde!


     

    postado em 25/08/2011 16:29

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  • O folclore no rádio. Eles que contem os meus...

     

    Cadáver deitado


    Era início dos anos 90 quando o então governador do estado, Moacir Andrade, construiu aquele imóvel que sempre denominei de “IMI (Instituto Médico Ilegal)”, que na verdade nunca funcionou, em um anexo à delegacia de Penedo.

    Sabíamos que, apesar da boa vontade do governador penedense, dependia da Assembléia Legislativa a aprovação de lei específica, criando o tão sonhado IML de Penedo, e da realização de concurso público para o preenchimento dos cargos técnicos que o dito cujo IML necessitaria para que pudesse funcionar, o que obviamente não aconteceu.

    Ainda hoje, mais de 20 anos depois, o IML Estácio de Lima, na capital e o IML de Arapiraca, construído bem depois, não funcionam adequadamente.

    Mesmo assim, durante muito tempo a estrutura recebia os corpos das vítimas de diversas ocorrências, enquanto o rabecão se deslocava para Penedo.

    Numa dessas ocorrências, Lula Costa, repórter da Rádio Penedo FM, fez a coberta do sinistro.

    Através das ondas da 97,3, entra no ar a vinheta do “Plantão de Notícias da Rádio Penedo FM” e direto do pseudo IML Lula Costa entra no ar:

    -“Bom dia amigos ouvintes da Rádio Penedo FM, nós falamos diretamente do Instituto Médico Legal de Penedo e eu estou aqui diante de um cadáver deitado.”

    Sereias no apartamento

    Sete da manhã, programa Vida Real no ar. Enquanto faço a produção do Lance Livre que vai ao ar logo após, acompanho a programação.

    De repente, uma manchete desperta minha atenção. Luis Carlos, o Luisão, com seu vozeirão característico, dispara:

    - Mulher é presa com sereias no apartamento!!!!!

    Tomei um susto. Como? Hein? O que? Por um momento fiquei em dúvida sobre o que teria ouvido. Perguntei ao Ednaldo Dantas. Ele confirmou. Sereias no apartamento? Seria uma festa à fantasia? Um fetiche?

    Entrei silenciosamente no estúdio, posicionei-me por trás do locutor que no momento lia as fichas dos patrocinadores e rolei o texto na tela do computador.A manchete era:

    MULHER É PRESA COM CEREAIS NO APARTAMENTO

    Homem do sexo masculino

    O telefone toca na redação e o fato se transforma em notícia. É assim o tempo inteiro.
    Quem trabalha com ela, a notícia, sabe que o que acontece é sempre o mais importante e isso nos obriga a abrir parênteses em nossa própria vida.

    O telefone tocou e do outro lado alguém informava que tinha encontrado um corpo. Era hora de almoço. Rafael Medeiros e Paulo César estavam encerrando o meio-expediente.
    Mas, como sempre, a notícia é mais importante e lá se vão os dois em busca do local onde estaria o cadáver.

    Localizada a fonte, encontrado o local, ligado o equipamento, Rafael se prepara para a notícia e do estúdio Jorge Wilson prepara o ritual:

    Vinheta do plantão no ar e entra Rafael Medeiros:

    - “Boa tarde Jorge Wilson, boa tarde ouvintes da rádio Penedo FM. Inicio de tarde com mais um acontecimento que marca a onda de violência que assola a cidade. Estamos na Fazenda Piauí e a informação passada para a rádio Penedo FM está confirmada. Aqui, no meio do mato encontra-se o corpo de um homem do sexo masculino....”
     

    postado em 23/08/2011 12:12

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  • "Incelentíssimos todos!"

     

    José Camilo dos Santos, o conhecido “Biu do Arroz”, foi um político dos velhos tempos. Biu tinha a pureza de quem ainda crê no ser humano.

    Homem simples, de atitudes por vezes ingênuas e paradoxalmente astuto no trato político, elegeu-se vereador por força do tradicional “serviço prestado”.

    À comunidade carente que o procurava atendia sem meias palavras ou falsas promessas. Biu doava aos doentes, o remédio; aos famintos, o alimento; aos que tinham frio, o cobertor e aos torcedores do Penedense, sua dedicação ao Alvirubro Ribeirinho.

    Era um apaixonado por futebol e pelo Sport Club Penedense. Contam que certa vez o Antonio Vieira e o Antonio Correia fizeram um comentário, durante uma partida, sobre a falta de entrosamento na equipe. E o Biu teria argumentado:

    - Se falta o entrosamento diga onde ele está que eu vou contratar!

    Biu do Arroz tornou-se uma figura folclórica na história penedense do esporte e da política. E alguns episódios desta história fazem parte da imprensa penedense, que acompanhei na Emissora Rio São Francisco e também na Rádio Penedo FM.

    Exemplos não faltam nos arquivos da propaganda e nos comícios realizados nas campanhas eleitorais.

    No início da década de 90, quando o prefeito de Penedo era José Valério da Silva, o Zé Alves, Biu elegeu-se presidente da Câmara de Vereadores. Eu ocupava a pasta da Administração e fui convidada para uma solenidade de entrega do título de cidadão penedense ao empresário Nilson Ernesto Beserra.

    A sessão foi realizada na mansão do empresário, recém construída na cidade, com toda a pompa e circunstância.

    Recepcionada pelo empresário e sua família, perfeitos anfitriões, a sociedade penedense usufruía de uma noite de gala.

    Na hora marcada, com todos os veradores presentes, foi instalada a sessão.Tomando assento no centro da mesa caprichosamente decorada, o Presidente do Legislativo Penedense iniciou a chamada dos vereadores, declarou aberta a sessão e solenemente convidou o prefeito e o vice-prefeito:

    - “Convido o incelentíssimo sinhor prefeito Zé Alvis para tomar assento nessa mesa.”

    - "Convido o incelentíssimo sinhô vice-prefeito, Zé Machado, para tomar assento nessa mesa.”

    - "Convido o incelentíssimo sinhor Nilso Ernesti para tomar assento nessa mesa.”

    Após os aplausos e depois de todos sentados, o presidente iniciou o seu discurso:

     - “Incelentíssimo sinhô secretáro de educação, Bastião Pedo; incelentíssimo sinhô secretáro de finança, Jorge Hilto; incelentíssimo sinhô secretáro de obras, Paulo Givan; incelentíssima sinhora secretára de administração, Mata Mátis....”

    E assim seguiu, cumprimentando uma a uma as autoridades presentes, até que, encerrada a lista, Biu olhou para todos os lados, abriu os braços em um gesto que objetivava abranger todo a assistência e disparou:

    - “Incelentíssimos todos!”
     

    postado em 15/08/2011 12:01

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  • E pode dançar?

     

    Nesses dias resolvi resgatar do velho baú da família as pequenas lembranças da infância dos meus filhos. Quero fazer em uma parede lá de casa uma galeria diferente, daquelas para olhar, rever, lembrar, reviver... Aí comecei a separar as páginas manchadas de tinta com a impressão das mãozinhas e pezinhos feitos na escola com o tradicional “mamãe eu te amo”, os Diplomas de Mãe, mensagens de aniversário, de natal, os bilhetes... Os bilhetes são o máximo: “mamãe, você é a melhor mãe que eu tenho no mundo e quando eu lhe vejo, meu coração bate tum tum” , um barato! Tudo escrito com aquelas letrinhas trêmulas das primeiras incursões na caligrafia, mas, claro, também, aqueles bilhetinhos da época de rebeldia sem causa, do tipo “ninguém me ama, ninguém me quer, vou embora, deixe eu viver minhas próprias experiências”, etc...,etc...etc...

    Tem os desenhos dos meus artistas, aqueles em que sou retratada em um linha reta na vertical, quatro transversais formando pernas e braços e um círculo cheio de garranchos no topo que mais parecem uma imitação da cabeça da Medusa. Tudo muito artístico!

    E de lembrança em lembrança, fotografias, viagens no tempo, chego aos netos.
    Netos. Cheguei à conclusão de que eles deveriam nascer primeiro, porque ser avó é uma das melhores coisas da vida.

    Avó não é ser mãe duas vezes como dizem por aí. Ser avó é ser uma mãe mais preparada, mais sábia, mais consciente, resolvida, sem os medos, as carências e as obrigações que atrapalham o relacionamento entre mãe e filhos.

    Acho que é por isso que nossas filhas e filhos nos chamam quando estão sem saber o que fazer com os seus próprios rebentos.

    Lembro de uma das vezes em que minha filha Yanne recorreu à minha “sabedoria” de avó: Martinha, minha neta, freqüentava a alfabetização na escola Jean Piaget e chegou em casa aos prantos porque aprendera que as pessoas, assim como os animais e as plantas, nasciam, cresciam, reproduziam e morriam.

    Pronto. Foi o suficiente para que ela se desesperasse porque “não queria que papai morresse, mamãe morresse, tia Lú morresse, tio Binho morresse, tio Rodrigo morresse, vovó morresse...” e toda a família de norte a sul, de leste a oeste.

    Eram nove da noite e eu estava no Oratório, com minha amiga Vilma, tomando um vinho, batendo um papo descontraído, quanto toca o telefone. Yanne estava em pânico. Aleguei que não era hora, que a responsabilidade era da mãe e do pai, mas, mesmo assim conversei com ela por telefone.

    Não resolveu. Os soluços do outro lado da linha deram o tom da noite que os pais passariam. Assim foi. Dia seguinte, no intervalo do programa, liga Yanne. Martinha não havia ido à escola porque não queria sair de perto dos pais com medo que eles morressem e continuava chorando.

    Findo o Lance Livre, lá vou eu, a vovó, cheia de conjecturas sobre como abordar o assunto morte para uma menina de quatro anos.

    Gastei todo o meu compêndio. Já estava perdendo a paciência que não tenho, quando desabafei:

    - Olha Martinha, quando eu morrer, não quero ninguém chorando no meu enterro. Pelo contrário! Já falei com meus amigos Roseval e Germano e eles vão botar os dois trios elétricos na rua. Você pare com essa presepada porque todo mundo tem que morrer um dia!

    Então ela levantou a cabecinha loira do meu colo, passou a mãozinha nos olhos para afastar as lágrimas e perguntou:

    -  Vai ter banda vovó?

    E eu confirmei.

    - E pode dançar? – questionou.

    Fiquei atônita e surpresa por ser substituída tão facilmente por uma banda no trio elétrico, respondi que sim.

    - Então está bem – disse ela – pode deixar que eu não choro mais!

    E dirigindo-se à mãe, determinou:

    - Amanhã eu vou para a escola. Avise o Valfredo.
     

    postado em 09/08/2011 16:34

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