Coronel Pinheiro

Formado em Direito e Ex-Comandante Geral da Polícia Militar de Alagoas


 
  • Quando se paga o bem com um mal.

     

    A experiência nos ensinou o quanto cruel é o ser humano, sobretudo existem pessoas de boa índole. Nessas eu acredito! Convivendo aprendendo de forma voluntária e involuntária a mentalidade e "modus operandi" dos bandidos e das conversas “bonitas” de pessoas longe de qualquer suspeita, cheguei a conclusão que não é tarefa fácil distinguir o bom do ruim. Analisando várias situações, observamos a grandiosidade do problema que começa com desvios de condutas social e mental, falta de educação e oportunidades, violência e todos os tipos de mazelas.

    Verificamos no nosso cotidiano discussões entre familiares, vizinhos, amigos, desafetos, companheiros e colegas. Penso! Não vale a pena se irritar. Mas dizer isso para o "eu" é outro conflito. A polícia quando é chamada para alguma ocorrência vai para resolver algo que nenhum mortal resolveu. No primeiro momento "salvar" alguém de uma situação de risco. No outro tentar minimizar algo. Em alguns casos se consegue contornar com uma boa conversa, mas noutros só com alguma força "necessária" e com o devido encaminhamento para autoridade local. Aí vem em determinados momentos uma tentativa de inverter os valores. Quem no ato de praticar o bem e procurar contornar um atrito, é mal interpretado e sai por ruim, vive o dilema.

    Quantos crimes são evitados com uma ação policial? Não conseguimos mensurar. Acredito que viemos ao mundo sem maldade no coração, mas ao passar dos anos devido a formação errônea de algumas famílias desajustadas, falsidades, busca incessante pelo poder e dinheiro, falta de respeito com seus semelhantes, amizades negativas, nos faz refletir. Será que muitas pessoas estão recebendo o bem que pregam com o pagamento de atitudes maldosas? Sabe porque isso? Somos incapazes em algumas circunstâncias de reconhecer um gesto de bondade e perceber que a inveja, o ódio e a ingratidão é inerente a nós mortais.

    Mais uma coisa é certa! Ou a humanidade muda seus conceitos e começa a valorizar e prestigiar o que temos de virtudes nas pessoas, guardando o cão raivoso existente dentro de nós, ou estaremos fadados ao insucesso. E aí a máxima de Hobbes que " O homem é lobo do próprio homem." prevalecerá. E como com disse Leon Tolstoi " Todo mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo."


     

    postado em 21/09/2015 12:16

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  • E agora? fui multado!

     

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    Quando um condutor é abordado pelas autoridades de trânsito e se o agente comunicar que vai elaborar o Auto de Infração, vem logo a preocupação em ter que arcar com mais uma despesa fora do orçamento. calma! Verifique a situação e jamais ofereça algo para "se livrar" do fato. Pessoas tem passado constrangimentos por maus entendidos em querer oferecer " um lanche" , acreditando que irá resolver seu ato. Pode ir parar na delegacia com a acusação de corrupção ativa. Há um direito que algumas pessoas não conhece: O direito de recorrer!

    Uma parcela da população tem dificuldade para recorrer sobre as infrações de trânsito quando não concordam com a notificação.Deve-se observar o prazo para a devida defesa prévia, observando atentamente sua data, para depois fazer o recurso.Preste atenção no prazo de máximo de 30 dias que o Detran tem para enviar até a residência do condutor para que o mesmo possa fazer sua defesa administrativa.

    O artigo 281, Parágrafo único, inciso III, do CTB, combinado com a resolução 404/12 - CONTRAN, diz que o órgão de trânsito tem o prazo de 30 dias para se dirigir ao condutor, sob a possibilidade do Auto de Infração ser arquivado ou julgado insubsistente, se nesse prazo máximo não for expedida a notificação.

    Não é preciso de advogado para se fazer a defesa. Deve ser elaborada de maneira manuscrita ou digitalizada, endereçada a JARI - Junta Administrativa de Recursos e Infrações, até a data impressa no boleto da notificação. Caso o pedido não seja aceito o condutor tem a possibilidade de recurso, uma na própria JARI e outra no CETRAN - Conselho Estadual de Trânsito.

    Deve anexar as cópias da habilitação do condutor, documento do veículo, comprovante de residência e o Auto da Infração.

    Se no momento da abordagem o condutor não concordar com a notificação, não há necessidade de assinar o referido Auto. Lembrando que o condutor deve ter a certeza do seu convencimento, cercando das provas que possa apresentar no tempo devido.

                                                               O direito é para todos!

    postado em 09/09/2015 09:51

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  • Violência Infantil - Problemas de todos!

     

    Ilustração

    Quando se fala em violência infantil que nossas crianças estão submetidas, pensamos que é problema da polícia, do Conselho Tutelar,do Juizado da Criança e do Adolescente e de cada família.dos menores envolvidos. O problema é mundial e de toda população.Existem pesquisas que apontam na maioria das vezes a própria família (pai ou mãe) como agressores, familiares,e vizinhos.

    Não se resolve apenas com as leis existentes, que são muitas, que amparam as crianças e adolescentes.É preciso uma conscientização de todas as pessoas com o único objetivo de evitar que ocorra o crime contra os jovens. Todo cidadão é responsável e a omissão pode acabar com sonhos e ceifar vidas de alguém que não pediu para nascer e precisa de todo o amparo do governo e do cumprimento das leis e o dever da família para cria-los em um ambiente saudável e o apoio de todos nós.

    É muito difícil discorrer sobre a violência infantil, seja física, sexual ou psicológica sem se sensibilizar. Quando ouvimos falar dessa violência, a nossa resposta é de indignação, dentre outros sentimentos que se misturam e nos sentimos aliviados, quando sabemos que a culpa e de alguém e que as autoridades é quem deve se responsabilizar e então falamos que não é problema nosso e enquanto isso a violência continua.

    Quando acontece com alguém da nossa família aí sim vamos às ruas e colocamos a culpa na falta de segurança e quando é com nosso vizinho, falamos" ainda bem que não foi comigo..." Temos que abraçar a causa denunciando abusos aos órgãos competentes, sem nenhum temor e com menos indignação sem ação e mais ação com a indignação à violência infantil.

    Pensamos o que fazer? Como todo cidadão que conhece seus direitos e deveres, podemos verificar em nossos lares, alertar nossos amigos, vizinhos,companheiros e ao primeiro sinal que alguma criança e jovem que esteja sofrendo violência, não fechar os olhos e comunicar as autoridades sobre o fato, cobrando responsabilidades.A sociedade precisa engajar na rede de proteção. A valorização dos Conselheiros Tutelares é importante nesse processo.. Uma família que vive no mundo das drogas, do vício, é um lar potencialmente doente para uma criação salutar do jovem. Se isso acontecer a sociedade amargará um adulto agressor aumentando o número de presos nos presídios caóticos e falidos no Brasil.

    Muitas tragédias, têm chocado a sociedade e gerado discussões e protestos em torno da " maioridade penal". Adolescentes que matam, roubam e estupram são o principal alvo da atual revolta pública. Há vários pontos de vistas, sendo que um argumento em comum não pode passar despercebido, que os nossos representantes precisam se debruçar no problema e ajudar a população que pede socorro para que o governo faça algo e saia dessa cortina da crise tanto falada e retomem as rédeas do crescimento.. E quando há a omissão do Estado o que sobra? Cada vez mais revolta e indignação. Uma bomba "chiando"! Enquanto isso nos rincões mais longínquos, há uma agressão visível ou velada, cada um tentando resolver ao seu modo.

    Enquanto eles dormem em berço esplêndido, podemos seguir alguma regras.

    1 - Ensine o filho que tudo tem seus limites e procure conversar com ele e saber de suas amizades;

    2 - Procure evitar que ele pronuncie expressões grosseiras com as pessoas e que ele informe qualquer ato estranho com adultos;;

    3 - Praticar esportes além de saudável é importante para o convívio;

    4 - Cultive o hábito da leitura de bons livros;

    5 - Evite discussões na presença deles;

    7 - Ensine que acima de qualquer coisa a felicidade não é só dinheiro e sim seu esforço e conhecimento;

    8 - Importante saber lidar com frustrações e que todo problema tem solução. Se não tiver solução deixa de ser problema;

    9 - Ensine que toda ação tem reação e ninguém está acima da lei;

    10 - Assumir responsabilidade o tornará cauteloso com cada passo na vida, usando a retidão como propósito.

    11 - Olhar o que ele navega na rede social da internet e não acreditar em estranhos.

    12 - Sempre pergunte sobre os amigos e se aqueles falam sobre agressões sofridas.

                                                        " Quem ama educa"

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    postado em 20/08/2015 14:40

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