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João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 13/04/2016 17:12

Intelectuais de esquerda: como entendê-los?

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Intelectuais de esquerda: como entendê-los?

No plano da compreensão do homem deparo-me com dois mistérios , a fé em Deus dentro das limitações religiosas e a existência , nos dias de hoje, dos chamados esquerdistas, adversários da burguesia e do capitalismo, adeptos do mumificado socialismo e do volatilizado comunismo. Não consigo, de fato, compreender esses saudosistas de uma filosofia comprovadamente inviável, pelo menos nos moldes da ideologia revolucionária marxista. Embora não seja o criador do socialismo, Marx pretendeu explica-lo cientificamente em estágios que culminariam com as generosas dádivas e benesses celestiais do comunismo.

 Dificilmente, na juventude, quando se torna conhecimento da filosofia socialista, não se torna se admirador. Não fui exceção. O curioso é que minha crença não foi além dos quatro meses. Isso ocorreu na década de sessenta, período militar que pôs fim ao besteirol socialista totalitário. Apesar dessa realidade, falavam mentirosamente em nome da liberdade e democracia. Onde já se viu marxista liberal, quando se pregava a ditadura do proletariado? A ditadura, na verdade, era das lideranças do partido. O povo não manda, nunca mandou e nem tampouco mandará coisa alguma. Após a leitura de algumas obras a respeito, não me acomodei, aceitando como irrefutáveis as pretensões socialistas. Meu ponto de partida foi a observação do comportamento humano, suas aspirações e estímulos indispensáveis para atingi-las que nada mais é do que a livre competição na iniciativa privada. O socialismo é um obstáculo a mais alta realização do homem. Passei a vê-lo como uma fantasia apropriada aos que gostam de acreditar em utopias.

 Sonhador por excelência, acenava com uma sociedade mais igualitária e acreditava que os meios de produção, num continuo crescendo, dando a cada um segundo sua necessidade, culminaria com a autossuficiência, quando cada qual faria jus segundo à sua necessidade. Como chegaria a esse milagre? Pela desapropriação dos meios de produção? Esse é o mais grave erro do socialismo, somado a ausência do estimulo à competição. A propósito, mais avançado do que os fundadores do pretenso socialismo cientifico, foi Aristóteles , há mais de dois mil anos atrás, quando disse que há duas coisas que inspiram no homem, o interesse e o amor: a propriedade e a afabilidade.

 Naturalmente que o capitalismo, selvagem no nascedouro, especialmente na Inglaterra, primeiro pais a industrializar-se, ajudou a deflagrar o movimento socialista. Acontece que o capitalismo, dinâmico em suas transformações, veio gradativamente a humanizar-se. Essa pressão socialista sobre o capitalismo é, no meu ver, a sua única contribuição social.

 O sofrimento humano foi sempre o motivo de inspiração das utopias como válvula de escape. Marx e seus seguidores, materialistas e ateus, paradoxalmente pretendiam, igualmente com os espiritualistas, criar o paraíso. A diferença era que os primeiros o teriam quando atingissem, aqui na terra, o comunismo e os segundos o encontrariam no céu. Como os dois pecam pelo unilateralismo, sem se darem conta da inconstância, da inquietação, do tédio e outros antagonismos do espírito humano, geralmente a se locomoverem entre os extremos depois de longa permanência em um deles, só o capitalismo pode comportar os dois antípodas, isto é, o céu e o inferno, moradas errantes do nosso mundo interior.

 Na linha dessas fantasias para a fuga do insuportável, acho mais sensato ter fé em Deus, mesmo que invisível e impalpável, mas com aceitável possibilidade racional de sua existência do que teimar, irracionalmente, em acreditar numa experiência socialista sabidamente inexequível. Os nossos intelectuais de esquerda, por incompreensível mistério, persistem na cegueira, sem se dar conta de um mundo que depois de nove décadas de experiência, caiu como pedras de dominó, um país após o outro, começando com a Rússia e países da Europa Oriental.

 Estão a prestar solidariedade à presidente Dilma, esquerdista e ex-guerrilheira que tenta se agarrar, como craca no casco de navio, a um poder que há muito tempo paralisa o país. É uma solidariedade que se presta, pela aparência, em detrimento do interesse de um Brasil em crise e a necessitar, urgentemente, de uma profilaxia, eliminando a ferida que gangrena o corpo e impede o seu desenvolvimento para resgatar os graves problemas sociais. Tentar o contrário sob argumentação insustentável de desrespeito à liberdade, à democracia, e ao voto popular e que o impeachment é golpe, não passa de pura demagogia. Por que esses esquerdistas de taberna, com o pensamento petrificado pelo tempo no mundo da fantasia , não procuram criar um outro maravilhoso mundo novo para se libertarem da autolavagem cerebral?

 O que mais acrescentar? Se não estamos a navegar em um mar de rosas, mas sob efeito de quase fatal tormenta, é oportuno que pergunte: o que pretendem esses festivos esquerdistas, emergir ou submergir de vez o país, sob desatinado e desastrado comando da atual timoneira?

Dá para entende-los?
 

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João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 30/03/2016 10:15

O cargo eletivo é um contrato

Não há contrato sem cláusulas que garantam o cumprimento do convencionado entre as partes. Numa eleição, no âmbito político, a escolha da maioria do eleitorado é uma das principais cláusulas, a inicial, porque dá ao eleito a legitimidade do exercício do cargo. A sua permanência até o fim do mandato é consequência de uma administração que, mesmo que não tenha preenchido os melhores requisitos, foi possível suporta-la.

 Dentro desse entendimento, vamos ater-nos ao momento presente no que diz respeito ao governo federal para indagarmos: numa visão ampla do atual quadro nacional, justifica-se a cassação do mandato da presidente Dilma? Acreditamos que sim. Comecemos com os prováveis ilícitos eleitorais investigados no Superior Tribunal Eleitoral e as pedaladas fiscais, crimes de responsabilidade apontados pelo Tribunal de Contas da União. Não bastasse a suficiência desse delito, previsto na constituição Federal para destitui-la do poder, vivemos o pessimismo que não permite que vislumbremos um porto seguro para festejar o renascimento da esperança, sufocada e quase morta pela retração, inflação e desemprego, como os mais premente entre outras carências sociais. Isso tudo, em grande parte, como consequência de um pleito contagiado pelo doentio desejo de ter, a qualquer preço, a reeleição. As torneiras dos gastos públicos foram generosamente abertas, refletindo-se agora na crise financeira e no crescente endividamento.

 Devemos perguntar, depois de uma violenta erupção a jorrar lama por todos os lados, se a presidente Dilma, juntamente com Lula, o todo poderoso cavaleiro da salvação nacional e boa parte dos partidários do PT, epicentro da explosão, não está também salpicada pela lama da corrupção? Não acreditamos que a sua inocência esteja a planar sobre os escombros da imoralidade.

 Em síntese, frente a tamanho caos que tem a presidente como responsável, é mais do que oportuno o momento para rescindir o contrato do seu mandato. Podemos aceitar um administrador incompetente ou, não o sendo, não foi possível, por adversa conjuntura interna ou externa, ter um bom desempenho. Inadmissível quando o personalismo, a vaidade e o doentio apego pelo poder, sobrepondo-se ao interesse coletivo, envereda, irresponsável e conscientemente, por caminhos que sabidamente resultarão em desastre. A presidente, comentava-se publicamente, afirmava que seria vitoriosa a qualquer custo, não importavam as consequências.

 É um traço que parece congênito em muitos esquerdistas ou socialistas que, pregando com frequência a liberdade e a democracia, não passam de meras palavras de efeitos, sem nenhuma sinceridade. No fundo, são totalitários e desejam o poder sem limite no tempo. Basta que se veja a história passada e presente. Não bastasse o totalitarismo, carregam dentro de si a pose e o desejo, descarregando seus recalques de pobreza, de usufruir as delícias da monarquia, o que fazem com todo o descaramento. Assim, monarquistas absolutos, julgam-se intocáveis e inamovíveis, mesmo quando encurralados por fatos que comprovam suas maracutaias. O processo de impeachment, por exemplo, é classificado como um golpe porque desrespeita o resultado das urnas que elegeram a presidente. Será que ela tem, hoje, o apoio da totalidade dos mesmos eleitores? Qual é, no momento, o percentual de aprovação do seu governo? Baixíssimo. Seu governo era um fruto sadio que se deixou infestar por pragas que naturalmente lhe causará a queda para extinguir-se na podridão.

Face a atmosfera tensa, poluída e negra que encobre o nosso país, emperrando-o em todas as direções, não existe outra alternativa, ausente clausula pétrea no contrato para rescindi-lo e sob pena de pecar por omissão o Congresso Nacional, senão denuncia-lo, pondo-o nas ruínas da história pela vida legal do impedimento.
 

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João Pereira

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Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 16/03/2016 17:21

Lula: Do Deslumbramento Para O Inferno

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Lula: Do Deslumbramento Para O Inferno

 O poder sem a necessária prudência para contê-lo dentro de limites para não ser dominado pela vaidade e a cobiça termina, necessariamente, por corromper-se e engendrar dentro de si mesmo o germe da autodestruição. É preciso que seja forte e resistir ao canto da sereia e aos acenos de tentadoras vantagens. Infelizmente, não é apenas sob o aspecto da vida frente à morte que o homem, como dizia o filósofo Pascal, é um caniço pensante. É generalizada a sua fragilidade, quer na faculdade de enxergar à distância à luz de uma análise racional, quer no que tange à sua fraqueza para incidir no ilícito. Embora saibamos que não existe o crime perfeito, muitos, inebriados pelo poder que lhes dá a sensação e a certeza da intocabilidade, acreditam poder pratica-lo sem deixar sequer uma pontinha do rabo de fora, como imagina o diabo.

 Tendo desfrutado grande popularidade que o embriagou de vaidade e poder, achou que planava nas nuvens como um anjo sem pecado, acima do homem comum, estava blindado contra prováveis suspeitas que pusessem em duvida sua reputação. Estava tão seguro dessa convicção que publicamente confessa tê-la e duvida que alguém tenha o topete de desafia-lo.

 Idolatrando sua pseudo-honorabilidade, julga-se, no fundo, acima da lei e sente desmoronar o seu orgulho só em pensar que possa ser processado como um simples mortal. Esse sentimento foi exteriorizado quando a polícia federal foi busca-lo em seu apartamento para depor. Quis resistir, não fazendo pela intervenção de seu advogado que o aconselhou a ir pacificamente prestar o depoimento. Achando ter sido humilhado, valeu-se de uma bravata para mostrar quem era, dizendo-se candidato a presidente da república. Será que, depois das manifestações do último domingo, terá coragem de sustentar sua ilusória candidatura? Quanto mais alto o voo, maior a queda. Será que não se dá conta de se achar impossibilitado de receber a remissão de seus trambiques? Que já se encontra a caminho do esquecimento, desastre mortal para o ofuscamento e total liquidação de suas pretensões políticas?

 Voltando ao passado, vemos a figura quixotesca de um Lula sindicalista socialista radical como mensageiro das boas novas para resgatar o Brasil da corrupção. E o que vemos agora? Um Deus ou Semideus decaído frente às tentações do capitalismo. Não era isso que dele e do PT esperava uma considerável parcela dos brasileiros. Nós, pessoalmente, nunca acreditamos. A razão, bem evidente, é que são brasileiríssimos, e não extraterrestre, que trazem latente em seu DNA os vícios da nossa política. Era só uma questão de oportunidade. Bem camuflados, quando surgiu a presa caíram como feras esfaimadas sobre a mesma.

 Os fatos diariamente abordados pela imprensa, uma verdadeira sopa de petiscos extraídos de um mar toldado pela improbidade, desnecessário cita-los por serem sobejamente conhecidos, não deixam dúvida da sujeira capitaneada pelo PT, pretenso apanágio da honestidade, e participação de outras siglas partidárias. Não bastasse a evidência de tudo isso, há quem o julgue de conduta ilibada. São os xiitas, cegos pela escuridão do fanatismo.

 Sem outras considerações, vamos encerrar com uma pergunta. Como se sentiu o são Lula, antes aplaudido e hoje apedrejado, vestido de presidiário e apupado de ladrão? Certamente como uma blasfêmia. Mas como não se trata de blasfêmia e sim de justa indignação, nada resta ao brasileiro senão conduzi-lo do céu onde usufruía seus pecados, para a sua purificação no inferno.

 

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João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 02/03/2016 11:30

Uma resposta estrambóticamente cômica - (Coisas da minha terra)

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Uma resposta estrambóticamente cômica - (Coisas da minha terra)
Enquanto isso, as lavadeiras conversavam. O curioso é que não havia cantoria mas tão-só, de vez em quando ouvia-se uma voz isolada

Lá vem Nair de Perequeté para seu habitual afazer. Baixa, gordinha, cabelos trançados, traz na cabeça uma bacia de roupa suja e um banco debaixo do braço. É uma sessentona. É também a década de sessenta. Surge depois Dé de João de Zulima e em seguida tantas outras com os mesmo apetrechos para lavar roupa no são Francisco. Algumas trazem seus filhos menores por não terem com quem deixa-los. São autênticos curumins que se deliciavam como pequenos índios, em demorados banhos. Brigavam suas mães com as peripécias, principalmente quando eram molhadas com borrifos de água ao se jogarem ou, como se dizia no serrão, davam batins.

Enquanto isso, as lavadeiras conversavam. O curioso é que não havia cantoria mas tão-só, de vez em quando ouvia-se uma voz isolada. As conversas, como se pode imaginar, além de abordar problemas no âmbito familiar, a vida alheia não podia ficar de fora. Depois de falarem do descaramento de seus maridos com outras mulheres, buscavam alivio na desgraça dos outros. Quem era novo corno e a piranha que o enfeitou? A moça que a noite fugiu com o namorado, perdeu a virgindade e foi abandonada pelo sedutor. Eram fatos comuns na época.

Talvez nenhum assunto fosse tão comentado quanto a saúde, assim como nos dias atuais. Nos menos afortunados, como especialidade, em razão dos males do corpo castigado pela subnutrição, tornam-se um lamento sem fim de sofrimentos. As lavadeiras acima pertenciam a esse grupo que não se cansa de confessar aos outros suas dores migratórias pelo corpo.

Vamos à resposta acima. Imaginemos a terminologia que certos ignorantes empregam para descrever ao médico os sintomas que os incomodam. É inacreditável! Onde é que a ignorância vai buscar tanta ignorância? As palavras, como se fossem um neologismo, completamente arrevessadas, são quase incompreensíveis. No caso em tela, vamos ver o exemplo do preciosisismo do nosso vernáculo. Num certo dia Nair, em suas costumeiras confissões doloridas, disse a amiga Dé que há algum tempo vinha sentindo um ‘’roncô’’ na barriga, um ‘’zinabro’’ na boca e uma dor que subia e descia pelo cordão da ‘’viria’’. Sentindo-se altamente incomodada, veio ao médico, aqui em Penedo. Ao se reencontrarem a lavar roupa, Dé quis saber o resultado da consulta . Relatou-lhe que não entendeu muita coisa que o médico lhe disse. Uma delas era que eu tinha pressão alta. Você sabe o que é isso? Saber eu não sei, não. Mas, cá pra mim, acho que é alguma coisa la ‘’pras banda do cu’’. Da para imaginar que pudesse surgir tamanho disparate? Uma senhora comédia!

Entretanto, pensando bem, pode ser que Dé tenha uma certa razão se acharmos que o nosso aparelho digestivo equipara-se perfeitamente a um biodigestor que libera gases sob pressão. Não é o que acontece com a gente que solta muitas vezes em alta pressão gases pelo fiofó!
Para quem desconhece o que sejam as artérias, a pressão alta, por outra via, esta bem explicada.
 

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Aloísio Vilela de Vasconcelos

Aloísio Vilela de Vasconcelos

Professor da Universidade Federal de Alagoas - UFAL

Postado em 17/02/2016 08:41

Apocalipse Brasileiro

Ultimamente tenho lido todas as matérias sobre a política brasileira. Confesso que são algumas notícias oriundas do Poder Judiciário ou os pronunciamentos de determinados parlamentares que, às vezes, me fazem vislumbrar, mesmo que seja a bilhões e bilhões de anos luz, uma tênue luz no fim do tenebroso túnel que, infelizmente, encontra-se metido o atual momento político brasileiro. 

 A democracia, entre outros, tem como principais pressupostos básicos, a alternância do poder através do voto e a honestidade. O cumprimento destas obrigações exige a atuação de outros poderes que ajam imparcialmente e tenham a função de fiscalizar e fazer cumprir a lei, isto é, que sejam totalmente autônomos e fortes o suficiente para aplicarem as sanções necessárias aos personagens políticos que, comprovadamente, cometeram erros e, também, nos que foram e continuam sendo coniventes com os que erraram, pois uma democracia onde medidas como essas não são tomadas compara-se a um dos piores regimes de exceção.

Acredito que nosso Judiciário e Legislativo há muito atingiram esta capacidade. É por este motivo, por achar que possuímos um Judiciário e um Legislativo que não admitem que ninguém esteja acima do bem e do mal, que ninguém se considere acima da lei, que ninguém seja inatingível, que tenho absoluta certeza de que todos aqueles que merecem ser punidos serão, sem dúvida alguma, alvos do merecido castigo, seja ele qual for, porque se a lei não for devidamente aplicada por quem de direito e a quem merece, o sofrido povo brasileiro perceberá a inércia dos poderes que têm por obrigação precípua a defesa e fiscalização da democracia, se revoltará e sairá às ruas para exercer com as próprias mãos a justiça que lhe falta.

A história comprova que movimentos populares com esta origem e objetivo são extremamente violentos e completamente descontrolados, pois ao não mais respeitarem a lei e a ordem vigentes, comete-se atrocidades inauditas, as instituições são completamente desmoralizadas, patrimônios materiais e morais destruídos e inocentes e justos trucidados, isto porque revoluções como esta, no grupo que sobe, a heterogeneidade de idéias entre os novos donos do poder, o ódio e a exacerbada vontade de cometer vingança são tão grandes que se age mais por instinto do que por racionalidade.

Em assim sendo, como evitar um gigantesco banho de sangue no país que, infelizmente, necessitar que seu território sirva de palco para tão dantesco acontecimento?

Portanto, se não acreditarmos na eficácia do Judiciário e do Legislativo, é chegada a hora do apocalipse brasileiro e só nos resta acreditar nas baionetas ensangüentadas e nos milhares de corpos sem vida.
 
 

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