Artigos

James Dantas

James Dantas

Fotógrafo, partilhador de conhecimento e admirador eterno de Penedo

Postado em 02/04/2019 10:04

Fotografia é luz

James Dantas
Fotografia é luz
Novo Largo de São Gonçalo brilhando na noite penedense

A origem etimológica da palavra fotografia vem do grego φως [fós] ("luz"), e γραφις [grafis] ("estilo", "pincel") ou γραφη [grafê] (“desenhar”, “escrever”). Sendo assim, fotografia significa “escrever com a luz”. Existe até uma frase icônica do fotógrafo norte-americano Alfred Stieglitz que exemplifica bem a importância da luz: "Onde quer que haja luz, pode-se fotografar."

Com a evolução da tecnologia temos hoje em mãos dispositivos capazes de captar a luz em suas mais variadas intensidades praticamente de forma instantânea, mas nem sempre foi assim. Em 1826, Joseph Niépce, precisava de 8 horas de exposição à luz para fazer um único registro, em um processo chamado de heliografia - que usava Betume da Judeia para fixar uma imagem em uma superfície.

Seja em uma câmera ou smartphone, alguns cuidados devem ser tomados para que as suas fotos fiquem incríveis. Em primeiro lugar, entender a luz do ambiente que você vai fotografar: qual a fonte principal? Se você for usar luz natural - o nosso belo sol - os horários irão influenciar por completo os resultados. Fotos perto do meio dia, por exemplo, ficarão com sombras bem marcadas e contrastadas, o que chamamos na fotografia de luz dura. Fotos até 1 hora e meia depois do nascer do sol ou antes do pôr-do-sol apresentam aquele brilho alaranjado lindo, digno de cinema, com sombras mais suaves. Este é o horário preferido dos fotógrafos e é chamado de “golden hour”, ou hora dourada. Em dias nublados, as nuvens espalham a luz do sol, o que chamamos de luz difusa, pois a luz se espalha por completo e dependendo de quão nublado esteja o dia, a luz fica uniforme e com sombras quase inexistentes, mas sem um destaque expressivo. Aqui você já percebe o quanto a hora do dia vai influenciar no seu resultado, então se você tem algum conceito a explorar, estude a iluminação que melhor se encaixe nele.

Na luz artificial, todo o cuidado deve ser tomado com relação ao posicionamento. Geralmente luzes muito intensas e coloridas são prejudiciais para uma boa fotografia, então prefira priorizar luzes neutras e de intensidade moderada. Nos smartphones, isso ajuda bastante pois a noite costuma haver uma perda significante de qualidade. Isso acontece pois os sensores dos celulares (responsáveis por captar a luz) são pequenos e para compensar a ausência de luz, costumam usar automaticamente os recursos de ISO - aumentando a sensibilidade do sensor a luz - e acabam gerando resultados cheios de ruído. Por isso aquela sua foto numa balada escura não costuma ficar muito legal.

Resumindo: entenda a luz, se posicione de acordo, e faça belas fotos. Dominando este aspecto, você será capaz de conseguir resultados mais agradáveis ao olhar. Pratique pelo menos 1 vez ao dia e poste os resultados usando a hashtag #fotopartilha no instagram. Irei dar feedbacks em todas as fotos postadas, então a sua evolução fotográfica começa agora.

Abraço e até o próximo post :D

@dantas.james

Comentários comentar agora ❯

  • wemerson muito bom !!!! parabens!!!
Alexandre Cedrim

Alexandre Cedrim

Administrador de Empresas e Consultor Organizacional

Postado em 28/03/2019 08:16

A regra de ouro do capitalismo

Um dos elementos do capitalismo é o emprego do trabalho assalariado, que juntamente com os recursos materiais e financeiros compõem o sistema de economia capitalista. A opção de qual elemento terá preferência pela organização é que determina a filosofia gerencial da empresa, definindo o que terá maior prioridade: o capital humano ou o capital tangível.

Em nosso entorno encontramos um número considerável de empresários que prefere concentrar a atenção na produção e no financeiro, pois entendem que estes são os fatores de maior relevância para o sucesso de suas empresas, deixando em segundo plano as esperanças e os projetos que as pessoas trazem ao ingressar nestas organizações.

Normalmente os empresários que escolhem priorizar os recursos materiais e financeiros não perdem a oportunidade de comentar da falta de comprometimento e competência dos seus funcionários, um deles me afirmou que 95% do seu contingente de pessoas é ruim, mas sem detalhar quais as possíveis causas desta afirmação, deixando a dúvida de conhecer o básico para administrar as pessoas da sua empresa.

Mesmo que esta avaliação específica seja exagerada, ela é no mínimo preocupante, pois são as pessoas que tornam os outros recursos produtivos durante o período que estão na empresa, assunto recorrente desde a terceira etapa da revolução industrial (século XX e XXI) em livros e artigos de diversos autores sobre o assunto, mas aparentemente desconhecido por quem tem opinião de que a maioria das pessoas é incompetente e não demonstra interesse nos negócios da empresa.

As pessoas ao procurarem emprego esperam que as empresas tenham: 1) processo justo de seleção; 2) clareza sobre a execução das tarefas; 3) plano de desenvolvimento funcional; 4) remuneração e gratificações de acordo com o desempenho; 5) transparência sobre seu desempenho; 6) probabilidade de exercer cargos gerenciais.

Todos estes vetores são importantes para o desempenho das pessoas, mas o atrativo que provoca mais demanda pelos interessados que possuem boa escolaridade é a remuneração e a progressão funcional na empresa, em tese, deve resultar em melhoria salarial.

É difícil entender a perspectiva que tem um dirigente empresarial que adota, como regra geral de sua política de remuneração, o salário mínimo determinado pelo governo, independentemente do tempo e qualificação de seus empregados, quando atualmente encontramo-nos em um ambiente altamente competitivo, no qual os clientes estão cada vez mais exigentes quanto à qualidade dos produtos, serviços e atendimento.

 Observamos quotidianamente que o resultado desta visão limitada e ultrapassada é o encerramento das atividades de empresas e o início de atividades de novas que, ao manterem esta mesma política salarial, contribuem para que o ambiente profissional continue inalterado para o empregado, provocando a evasão das pessoas mais qualificadas para outras localidades onde possam desenvolver suas atividades profissionais e serem remuneradas pelo seus conhecimentos, habilidades e competências.

A alteração desse círculo vicioso para um círculo virtuoso é um processo demorado e doloroso, pois dependerá da mudança cultural dos empresários, que devem observar com critérios mais críticos o ambiente interno de suas empresas, procurando compreender o equilíbrio entre desempenho e remuneração, relembrando a regra de ouro do capitalismo: todos querem ganhar mais e ao mesmo tempo deixar ao lado a regra de ouro do comunismo: todos devem ganhar menos.
 

Comentários comentar agora ❯

  • Ires Ferreira Rodrigues Parabéns Alexandre Cedrim.
  • Eduardo Regueira Muito bom .
João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 06/02/2019 15:14

UPA e Hospital Regional de Penedo: Exceções no meio do caos

Divulgação
UPA e Hospital Regional de Penedo: Exceções no meio do caos

Previamente, sem alimentarmos grandes expectativas, fomos tomados por um sentimento de admiração ao adentarmos na UPA e Hospital Regional. Sobraram razões para a nossa agradável surpresa, quer a nível nacional, quer restrita às deficiências locais de assistência à saúde. Quem não fica sensibilizado ao se deparar numa ilha de eficiências, cercada por um continente, como nos mostram os meios de comunicação, sobrecarregado com as mais generalizadas carências hospitalares? Os hospitais, réplicas de campos de concentração, não cessam de exibir cenas dantescas. Os corredores estão sempre abarrotados de pacientes abrasados por insuportável calor, deitados em camas e macas. Para completa o quadro de horrores, parturientes, com frequência, sem o esperado atendimento, dão a luz, animalescamente, no chão.

No que tange a nossa realidade penedense, embora não tenhamos chegado a tanto, queremos acreditar, não tínhamos como apontar ressalvas ou fazer elogios. O Hospital Regional de anos atrás, por exemplo, quem transitasse por seus corredores, especialmente nas imediações das enfermarias, sentia-se nauseado com o cheiro de remédios e outras coisas mais, não sabemos se de lençóis sujos, era um convite a uma rápida saída. Não bastasse esse quadro de penúria, fétido e nauseabundo propício às temidas e letais infecções hospitalares, vivíamos uma verdadeira vergonha, mormente no atendimento de urgência e emergência. Os pacientes, na maioria das vezes, eram mandados para Arapiraca ou Maceió. A impressão que tínhamos era que o atendimento médico estava restrito ao simples curativo. Encontrava-nos numa situação inversa ao Penedo de antigamente quando para aqui todo o baixo São Francisco acorria em busca de cuidados médicos.

Felizmente, estamos a ver o ressurgimento de uma alvissareira atenção para a assistência médica. Nesse sentido, o nosso primeiro impacto para interromper o recente passado que chegava a nos humilhar, foi quando tivemos a oportunidade de conhecer a UPA. Custou-nos acreditar no que víamos. Desde o início ao final da consulta, tudo respira ordem. Para tanto, segundo um quadro esclarecedor na sala de espera, a primazia no atendimento dá-se segundo a gravidade do caso de cada paciente, previamente avaliado. Mas somente isso não bastou para nos causar uma boa impressão se não tivéssemos constatado, além da competência profissional, o bom atendimento por todos os funcionários que preenchem seus quadros, do médico ao mais modesto servidor.

Por sua vez, o outrora caricatura de hospital, o enfermo a exalar mau cheiro, o Regional, resolveu remoçar. Desde a guarita, já desperta alguma imponência. Espaço interior bem cuidado, jardim e estacionamento isentos de lixo, é um aceno de sua recuperação. É muito agradável ver que algo que estava em situação de calamidade soube driblá-la e encontrar os meios para vencê-la com persistência. A sua mais recente intervenção para remover uma de suas partes mais feias e desconfortáveis deu-se na ala de ortopedia. Tivemos a curiosidade de conhecer suas novas dependências, o que fizemos com a ajuda de um gentil funcionário, explicando-nos a finalidade de cada uma. Agradou-nos o que vimos. O que mais nos deixou entusiasmados, no entanto, foi a informação de que algumas cirurgias ortopédicas estavam sendo realizadas. De imediato tivemos a convicção de que Penedo finalmente, deligou a marcha-ré e engrenou para frente em busca dos melhores objetivos para a saúde. Aliais, temos que admitir, o complexo Santa Casa de Misericórdia de Penedo, ultimamente, graças a sua competente administração, estar a navegar com vento favorável. A proposito, outros empreendimentos, fomos informados, encontram-se em curso, como a implantação de um curso de pós-graduação do SUS na área de urgência e emergência.

Esperamos que assim continuemos a caminhar, vez que nunca devemos por termo ao nosso itinerário. UPA e Hospital Regional, nesse sentido, obtido alguns louros, deverão continuar a conquistar outros na direção do melhor atendimento de seus pacientes.
 

Comentários comentar agora ❯

  • Eduardo Regueira Boa noite João, em nome de nossa diretoria quero agradecer por suas palavras sobre a nossa instituição. Estamos trabalhando para trazê a modernidade e com isto resgatarmos a referência em Medicina que perdemos ao longo dos anos. Grande abraço.
  • Valdênia Parabéns para os administradores da UPA e hospital regional! moro em Maceió há 23 anos, e fico muito feliz e orgulhosa em ler uma matéria dessa que acabei de ler falando tão bem de um assunto que na maioria dos casos deixam muito a desejar... continuem assim sempre, vocês vão longe!
  • Leitor Sim, estruturas dignas e de qualidade inquestionáveis. Salvo a demora absurda (chegando a horas de espera) para se realizar um atendimento na UPA. P.S.: Mesmo sem fluxo alto de pacientes. Ah, lembrei o motivo! Os profissionais saem de seus plantões mesmo não estando em horário de descanso.
Alexandre Cedrim

Alexandre Cedrim

Administrador de Empresas e Consultor Organizacional

Postado em 22/01/2019 16:02

A expectativa das organizações locais para 2019

É quase unanimidade entre os economistas que o desempenho da economia depende de sua expectativa futura, seja imediata ou não. De acordo com pesquisa recente, 65% dos entrevistados esperam que o ambiente econômico do Brasil apresente melhoria a partir de 2019 e este percentual de otimismo vem aumentando pesquisa a pesquisa, ao contrário de anos anteriores, quando os entrevistados tinham uma visão pessimista sobre o ambiente econômico do país.

Esta expectativa do cenário econômico orienta os dirigentes empresariais para projetarem seus planos organizacionais para os próximos três a cinco anos, conhecido como planejamento estratégico. Uma variável comum do planejamento estratégico de todas empresas, no ambiente negocial, é o montante de recursos financeiros que circulará na localidade no futuro e é a partir desta perspectiva, que os objetivos de cada organização são definidos.

A análise das origens dos recursos financeiros que giram no município é que determinará a previsão de acréscimo ou não, do numerário disponível para a realização dos negócios locais e consequentemente a melhoria ou estagnação do ambiente organizacional. Embora esta análise inicial seja subjetiva, caso não exista algum órgão ou associação local que realizem pesquisas sobre esta movimentação, uma visão da participação pública ou privada na origem dos recursos que serão injetado na localidade e onde serão aplicados poderá auxiliar nesta visão futura da economia local.

A indústria e o turismo são segmentos que provocam a entrada de recursos financeiros oriundos de outras praças e suas receitas movimentam a economia onde estão localizados. A agricultura pode, também, estar incluída neste segmento, desde que comercialize seus produtos também fora do município. Já o segmento de serviços, apenas empresas ou profissionais do segmento de saúde, que recebem recursos de planos de saúde ou de convênios com órgãos públicos, também é uma fonte geradora de recursos externos. Geralmente, de acordo com o porte do município, a prefeitura é a instituição que mais recebe recursos de fontes externas, através dos diversos repasses de órgãos federal e estadual. As outras entidades públicas, instaladas no município, também tem esse mesmo processo gerador de receitas, através dos salários pagos aos seus servidores. Deve-se considerar, também, o pagamento de aposentarias e programas sociais do governo federal, que também movimentam a economia local.

As empresas do segmento do comércio são as mais dependentes do nível do fluxo de recursos que gira no local onde elas funcionam, pois seu crescimento depende, prioritariamente, do volume de recursos financeiros que ingressará na praça e este volume provocará o aumento ou diminuição das vendas, no primeiro caso estimulará o aumento da concorrência e em caso contrário o fechamento das empresas menos eficientes.

Como o resultado da pesquisa aponta a média brasileira, qual seria o resultado desta pesquisa no nosso município, depois de consideradas as diversas variáveis aqui rapidamente tratadas; acima ou abaixo dos 65% de otimismo geral? Com a palavra nossos empresários e suas associações.
 

Comentários comentar agora ❯

João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 16/01/2019 14:59

João de Deus ou do Diabo?

Divulgação
João de Deus ou do Diabo?
João Teixeira de Farias, conhecido por João de Deus

Sabermos que existem duas realidades conflitantes, intrínsecas ao homem, é uma coisa, mas quando alguém acena com uma indiscutível respeitabilidade, em seus afazeres, especialmente quando no campo da espiritualidade, custa-nos acreditar que na obscuridade conviva com o anjo e o demônio. O personagem acima, João Teixeira de Farias, conhecido por João de Deus por suas curas pretensamente milagrosas, encaixa-se perfeitamente numa personalidade que carrega dentro de si, de uma forma latente, o bem e o mal.

Nunca antes tivemos oportunidade de ver seu rosto. Não conseguimos no mesmo vislumbrar uma aura de simplicidade e humildade, gestos compatíveis com a sua missão de curar, levar o consolo e alegria ao próximo. Seu olhar vivo lembra-nos mais de uma ave de rapina e o seu corpo atarracado, bem compatível com um reprodutor, de indivíduo portador de uma incontrolável libido que na sua ânsia de alivia-la chega ao extremo de praticar o incesto.

A história relata-nos, durante as guerras, as mais brutais atrocidades, compreensíveis até certo ponto, uma vez que está em jogo, reciprocamente, a vida do litigantes. Bem diferente é quando alguém considerado depositário de total confiança pela nobre missão de seu ofício, abusa e trai, de forma abominável, da ingenuidade e fragilidade de seus pacientes. O relato de uma das vítimas feito no programa do Fantástico de 16/12/2018, comprova, indubitavelmente, que o João de Deus, divinamente diabólico, pervertido com uma lascívia aprorejar-lhe dos pés à cabeça, ter uma personalidade diametralmente aposta de quem se diz portador de uma missão espiritual. Deslavadamente pede ao pai da moça que fique de costa para que pudesse manipular suas partes intimas. Um canalha despudorado até a medula.

Obscuros são os disfarces do seu curandeirismo. De cara, deve ser descartado o espiritismo que se funda no princípio de que o que recebemos de graça, da mesma forma deve ser retribuído. Certamente a parapsicologia tem condições de desvendá-lo. O que não pode ser descartado, seja qual for o método, é a fé, responsável pelas curas.

Em resumo, diante dessa mistura entre o profano e nada sagrado das atividades pseudo espírita do João patológico, perguntamos: quem é o mentor de seus trabalhos? Seguramente não é uma entidade angelical. Em sentido inverso, face ao crescente número de mulheres que alegam ter sido abusadas sexualmente pelo reprodutor João da lascívia, só pode ser, sem nenhuma dúvida, um anjo taurino que o inspira, inconscientemente, estar predestinado a povoar o universo com a abundancia de seus espermatozoides.

Até o presente, com novos relatos que o apontam como traficante de crianças e cárcere privado, o João não merece a alcunha de Deus, mas de uma figura puramente diabólica.
 

Comentários comentar agora ❯