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João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 12/12/2018 08:56

Uma Bela E Repulsiva Mulher

Difícil acreditar que alguém na ânsia de aparecer, pouco importando os meios, seja capaz de cometer uma conduta animalescamente degradante e repulsiva que denigre a própria imagem, ao mais baixo nível que se possa imaginar. O mais inacreditável é que essa pessoa, uma jovem bonita e atraente seja, absurdamente, autora de um gesto que trai seus encantos, rebaixando-a a mais acabada imagem de uma vaca. Sabemos que o racional e o sublime estão inextricavelmente ligados às funções animais. É esquisito e inconcebível, mas assim quis o criador para, com toda probabilidade, não nos sentirmos como semideuses. Acontece que as necessidades fisiológicas costumamos fazê-las reservadamente sob pena de nos igualarmos a cães vadios. A nossa pretensa nobreza é empanada pelo orifício anal.

Com essa introdução, rosto contraído pelo inconformismo e decepção, Carlos Bituca procurava justificar seu asco a uma cena que chegou a causar-lhe incontrolável desejo de vomitar. Está acostumado a ver tantas outras, esquisitas e divertidas, sempre enviadas pelo whatsapp por um amigo viciado a bisbilhotar as redes sociais em busca do insólito. A internet, continuou, excetuado o que é instrutivo, é um amontoado de lixo da pior espécie. É o mais amplo mercado que expõe a síntese do homem desde a grandeza de suas virtudes, à baixaria de sua índole rasteira e abjeta.

Não sou puritano, sou enfático, e tenho aversão ao puritanismo. A minha revolta não diz Respeito a isso, mas a horripilante cena de uma linda mulher transformada num sujo animal. Acontece que tenho dentro de mim uma tendência inata em querer ver na mulher um comportamento avesso a imagens grotescas. Imagino-a sempre com um certo pudor que lhe dá um ar de feminilidade.

Por que, prosseguiu, tantas pessoas são capazes de pagar qualquer coisa para se exibir, mesmo que de uma maneira desprezível? Sem mais delongas, vou dizer-lhe o que assisti. Não tive estômago para ver uma segunda vez. Era uma jovem, provavelmente uma quenga. Aparecia de calcinha e sutiã e começa a despir-se. Tira a peça de cima e logo após a segunda, instantaneamente, escorre por entre as nádegas um forte jato de merda. Inacreditável, meu amigo! Nunca, em toda minha vida, senti tamanha repulsa e nojo por uma mulher. Aquilo não podia ser uma cena humana, especialmente em se tratando de uma bela mulher.

Não estou, desde então, sentindo-me mentalmente bem. A imagem daquela moça, ligeiramente encurvada, a disparar uma saraivada de merda, tornou-se fixa em minha mente. Não consigo ver as mulheres em suas diferenças. Vejo-as, na sua totalidade, iguaizinhas à desprezível personagem em tela. E o pior é que a potência, apagado o charme feminino, diluiu-se como o éter. Necessito de um psicólogo para tentar remover da minha mente aquela imagem da bela e repulsiva mulher, para que possa voltar à normalidade.
 

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Alexandre Cedrim

Alexandre Cedrim

Administrador de Empresas e Consultor Organizacional

Postado em 28/11/2018 16:27

O Brasil Mais Homogêneo

O mapa do Brasil pós eleições para Presidente em 2018 mostra qual a preferência dos eleitores por Estado. Na visualização do mapa, publicados nas mídias impressas e virtuais a partir de 29 de outubro de2018, fica nítido que o candidato do PT foi o preferido na região Nordeste, enquanto nas outras regiões a vitória foi do candidato do PSL.

Enquanto os eleitores do candidato do PSL (a maioria dos empresários estão neste segmento) discutem esses efeitos, fica em segundo plano uma análise criteriosa sobre as causas desta votação no Nordeste, considerando que nas outras regiões, o partido da extrema esquerda, o PT, vem sistematicamente perdendo cada vez mais votos , enquanto na região do Nordeste vem ganhando sempre as eleições.

Quando se olha a realidade salarial da região onde o PT ainda lidera, observa-se que o segmento de maior expressão é das pessoas que ganham até dois salários mínimos, sendo que entre estes a predominância são pessoas que ganham um salário mínimo, que independentemente do tempo de serviço na empresa em que trabalham .continuam com o mesmo salário desde as suas contratações Nas outras regiões, exceto a Norte, devido ao desenvolvimento de suas economias, o segmento dos trabalhadores que estão nesta faixa é diminuto, contrariando o discurso dos candidatos de extrema esquerda que generaliza uma pobreza generalizada no país. Não queremos insinuar que injustiça social não exista, mas não na intensidade utilizada em discurso eleitoreiro.

O Nordeste, infelizmente, destoa da realidade observada nas outras regiões, ficando mais próxima da região Norte e distante das outras, devido ao seu fraco desenvolvimento econômico, identificado pelo elevado índice de favorecidos da Bolsa Família, que se não fosse implementada, a miséria ainda seria pior na região. Some-se a esta realidade a constatação de maior incidência da maioria dos trabalhadores receberem um salário mínimo, que fornece a extrema esquerda o ambiente ideal para ter a maioria dos votos em quaisquer eleições.

Em uma rápida análise dos resultados das eleições, nota-se que o elevado percentual de votos do candidato do PSL é inversamente proporcional a quantidade de pessoas beneficiadas pela Bolsa Família, sendo esta inversão mais acentuada no estado de Santa Catarina. Esta observação sugere que, o desenvolvimento regional favorece aos candidatos de centro direita em detrimento dos candidatos que tendem mais para a esquerda, acentuando-se mais ainda quando os candidatos ficam bastante próximos destes extremos.

Fica então a pergunta: Quem deve fazer ações efetivas para que o Brasil seja mais homogêneo quanto ao desenvolvimento regional? O governo, que é o responsável constitucional, pouco ou nada realiza desde o início republicano apenas apresentando projetos isolados que dificilmente são concluídos; ou os empresários, esquecidos de que suas organizações são sociais e que com menos ganância, voltem a pensar que lucro é resultado e não fim de maior enriquecimento pessoal?

O ideal é que estas duas variáveis sejam realizadas conjuntamente, mas se uma delas for feita de maneira isolada, provavelmente nas próximas eleições não tenhamos o extremismo vivenciado, ficando, os empresários menos preocupados com os resultados, pois a tendência será o esvaziamento dos extremistas.
 

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João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 21/11/2018 08:01

Os Porres Delirantes de Lula

Quem assiste ao Lula de microfone em punho a falar com a pose e segurança de um professor catedrático para uma plateia composta por seus adoradores que aplaudem por qualquer besteira que diga, geralmente quando enaltece seus feitos ou a si próprio, não acredita que alguém proveniente do mais baixo nível social, tenha perdido a noção da modéstia e seja dominado, como um possesso, pela glorificação de suas pretensas qualidades. Há uma explicação. É público e notório seu gosto e admiração pela branquinha. Se não se cuidar logo estará no último degrau do vício, o delirium tremens. Suas fanfarronices não têm outra causa senão o fato de sua cabeça sempre estar sob o efeito da inspiração etílica que o desnuda da modéstia, para sentir-se um semideus.

A prisão onde se encontra não tem facilitado o abastecimento de sua preciosa cachaça. É uma pena, pois, se dela estivesse de posse após a última eleição presidencial, certamente teria tomado o maior porre de sua vida, desesperado e incrédulo, chorar e lamentar o ocaso de sua divindade que era capaz de eleger quem quisesse, até um poste. Como entender que uma divindade possa ter decaído a tal ponto para perder de um deputado que dizem pertencer ao terceiro clero? Os fundamentalistas do PT fazem malabarismos mentais para encontrar as causas, geralmente vazias, mas sem a coragem de enxergar as verdades, a grave crise socioeconômica em que se encontra o país, a demagogia e a exposição da própria carcaça apodrecida por uma devastadora corrupção. Será que tudo isso se eclipsou por conta da aura divina do Lula, segundo seus fanáticos seguidores? Como é complexo o homem! É exatamente por esse comportamento exacerbado por parte de sua chamada militância que o convence de ser imbatível, sem rival, seja lá quem for. Face a sua posição de superman, junta-se o véu da inocência e pureza angelical, preso injustamente, sem provas, como também repetem seus acólitos, lacaios que rastejam, sem pensamento próprio e muito menos incapazes da autocrítica.

Mas, a propósito de seus delírios alcoólicos, estado de consciência que o leva compulsivamente a metamorfosear-se na imagem de um herói revestido da mais excelsas virtudes, temos em nossa memória dois primorosos exemplos de ser, sem dúvida, um distinguido pelo Criador. Em um deles, com a segurança de sempre, professoralmente de um lado para o outro, rodeado de seus puxa-sacos, afirma, em alto e bom som, que duvida existir, seja qual for o lugar que se imagine, alguém mais honesto do que ele. Sergio Moro e a justiça, da primeira à ultima instância, cometeram uma tremenda injustiça. É preciso ser de um cinismo sem limites. No segundo, uma reprodução da cena anterior, esbraveja, desafiando que aparecesse alguém que tenha o topete de desafiá-lo nas urnas.

Desconhecemos alguém que tenha tamanha ausência de modéstia e tão alto apreço por si mesmo, comportamento que só pode ser explicado por conduto de porres delirantes que o fazem planar e, na vertigem das alturas, ausente a censura moral, cair e espatifar-se na pútrida lama da corrupção.
 

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  • Edenilton Duarte Lula è Pai da corrupção só para os ricos egoístas, por que para os pobres ele é um santos que fez o milagre acontecer nas mesas deles comendo três vezes ao dia.
João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 07/11/2018 15:03

Os Noventa Anos Do Penedo Tênis Clube

Se voltarmos noventa anos no tempo e retermos na memória a cidade de Penedo, percebemos o seu minúsculo tamanho, quer na área urbana, quer na área populacional. Com essa pequenez, custa-nos acreditar que tenha conseguido implantar um pujante polo de desenvolvimento sócio - econômico e cultural. Na época foi bafejada pela sorte graças a sua localização geográfica e as condições favoráveis do São Francisco, permitindo a navegação de barcaças e navios que levavam e traziam mercadorias que eram encaixotadas e distribuídas para os municípios circunvizinhos de Sergipe e Alagoas. O dinamismo dessa atividade propiciou, inevitavelmente, o surgimento de uma classe de promissores comerciantes que formariam a nata social, impondo uma linha divisória entre ricos e os demais.

O Penedo Tênis Clube, sem dúvida, foi o mais característico e emblemático marco dessa divisão. Suas festividades não conseguiam resistir ao esnobismo para mostrar o peso e a importância de seus sócios, contratando para seus bailes orquestras de nível nacional e internacional. Assim viveu por algumas décadas a planar nas alturas de sua vertigem exibicionista. Mas como tudo que sobe desce, com o gradual desaparecimento dos sócios fundadores, a tirania de suas exigências para o acesso de novos sócios começou a ceder permitindo que outros menos abastados fizessem parte de seus quadros. Mais adiante, em sua terceira fase, com a mudança dos hábitos recreativos, fenômeno generalizado que se caracterizou com o esvaziamento dos clubes, as porteiras do Tênis foram escancaradas, impondo sério castigo ao espírito de seus idealizadores que souberam, com requinte e bom gosto, impor um estilo nobre de se divertir e espairecer, passando a rastejar com a arraia miúda que o condenou à morte definitiva.

Era preciso revitaliza-lo. Como um especialista em recuperar empresas falidas, o Eduardo Regueira conseguiu bafejar-lhe o sopro de vida, mesmo que uma vida anêmica, sem a vivacidade de outrora. Aventuro-me a dizer que a sua ressurreição teve como finalidade a festa comemorativa de seus noventa anos de existência que culminou com a vinda de sócios remanescentes da segunda fase, espalhados pelo Brasil.

Foi, certamente, o seu ultimo gesto de grandeza que proporcionou um dos mais belos sentimentos que foi o reencontro de velhos amigos num clima de eufórica confraternização, como de fato aconteceu. Não haverá, seguramente, festividade alusiva ao seu centenário. Provavelmente não mais existirá como também não mais existirão os que se fizeram presentes aos seus noventa anos. Os poucos vivos serão vivos mortos, inativos para qualquer empreendimento. Os novos não tem história para ter apego. O Tênis, sem vida, terá por muito tempo preservada a sua estrutura. Por dentro, no entanto, em forma de assombração, permanecem cenas vivas de seu passado, podendo as mesmas serem captadas pelo sensitivo o ecoar das brincadeiras, gritos de emoção e alegria.

Assim foi o Tênis, nascido na opulência, morreu na solidão e milagrosamente, num profético breve tempo, renasceu da própria cinza como uma fênix para, num elegante gesto de um verdadeiro gentleman, convocar seus saudosos sócios para uma mútua despedida até o próximo retorno na eterna sucessão de tudo, se é que o eterno retorno existe.
 

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João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 25/10/2018 07:26

Câmara de Vereadores de Penedo

Em artigo anterior comparávamos o Brasil a merda de marinheiro pela falta de rumo e ausência de seriedade dos três poderes que nos governam. O inacreditável, o ridículo absurdo entre tantos outros qualificativos nada lisonjeiros, mergulha-nos, além da indignação e da revolta, no mais completo mundo do hilário.

Antes de comentarmos sobre o tema acima, vamos citar, a título de ilustração, dois casos que nos deixam boquiabertos. Vale ressaltar que não tiveram origem em pessoas comuns. O primeiro diz respeito a um juiz de primeira instância, do Maranhão ou Piauí, que autorizou um assaltante de banco, que chegou a trocar tiros com a polícia, sair da prisão a fim de fazer uma prova ao concurso de ingresso na mesma. Dá para acreditar? Ressocialização é o objetivo perseguido para recuperar os chamados reeducandos. Acontece que por mais bem intencionado estivesse o Magistrado, que justificou sua decisão no fato do encarcerado ter mulher e um filho, não tem o menor sentido que fosse exatamente atuando como policial. A segunda perola tem autoria em um deputado do PT. Não estando mais suportando os constantes confrontos armados entre militares e bandidos, resultando em mortes, inclusive de inocentes por balas perdidas, saiu-se com a seguinte alternativa: se a policia não, tem condições de desarmar os bandidos, que seja ela desarmada. Como alguém, só pode ser um arrematado idiota, tem a coragem de falar em público tamanha asnice? Não tem sequer noção do ridículo que expõe a si próprio. Semelhantes sandices, é bem verdade, ocorrem em todos os países, mas entre nós, pela vida pregressa, adquire um colorido especial.

Vamos agora a nossa cama de vereadores de Penedo, igual a tantas outras espalhadas pelo Brasil afora, que, infelizmente, não se alinhou com a sensatez como uma exceção. Naturalmente que estamos a nos referir à figura do assessor parlamentar que vem nos obrigando, por tanto tempo, a indagar a razão da sua existência. Uma imitação das Câmaras estaduais ou do Congresso Nacional? Será que o nosso município dispõe de matérias com problemas complexos para justifica-lo, no setor da economia, saúde, educação entre outros? Não. Quantas sessões semanais realiza a nossa briosa Câmara? Uma, se houver algo para votar. Face a essa realidade, dá para entender a nomeação do assessor, do seu valioso préstimo que nada mais é do que nada fazer para quem nada faz. Parece uma piada, mas não é. Já que existem, segundo regimento interno, tanto vereadores como quanto seus assessores, mesmo fatigados por tanto trabalho, se recebessem um decimo do que ganham, estariam bem remunerados. Há duas coisas que identificam os vereadores dos pequenos e médios municípios, o fato de serem os cidadãos mais bem pagos, proporcionalmente ao que fazem, e a inutilidade de suas existências. Quanto dinheiro jogado no ralo, quando poderia ser destinado para tantas carências sociais que nos cercam. Por tudo isso, não fica bem, com essa real fotografia, chama-los de representantes do povo, quando são, na verdade, inimigos do povo.

A propósito dos bravos e dinâmicos assessores, tomamos conhecimento da exoneração, na totalidade, dos mesmos, razão da presente iniciativa para louvar o seu funeral, lamentavelmente não feito com consciência, mas por uma injunção, a impossibilidade financeira para continuar a remunera-los.

É uma pena porque será apenas passageira, logo o parasitismo será restabelecido. Afinal de contas a Câmara de vereadores de Penedo, é Brasil e não podia deixar de herdar seus traços hereditários, sendo um deles o empreguismo coma fruição indevida de benesses.
 

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